Este cajado ritualístico é uma peça de grande presença simbólica, esculpida integralmente em madeira de aroeira, madeira conhecida por sua resistência, densidade e força energética — características que dialogam profundamente com os caminhos de Exu e de Pombagira.
No topo do cajado repousa a figura de uma coruja, símbolo ancestral de visão ampliada, vigilância e sabedoria noturna — aquela que enxerga nos caminhos onde outros não veem.
Ao longo do corpo da peça, uma serpente esculpida voltada para baixo percorre o cajado, representando transformação, movimento e domínio das forças que transitam entre os planos. A serpente, presente em muitas tradições espirituais, carrega também o simbolismo do poder que se desloca, da energia que desce à matéria e se manifesta no mundo.
Na base da peça encontra-se um pé de bode entalhado, elemento que evoca a iconografia tradicional associada às forças guardiãs dos caminhos, às encruzilhadas e ao poder de abrir e fechar portais espirituais.
Toda a escultura foi cuidadosamente refinada com trabalho de pirografia, técnica que marca a madeira pelo calor, aprofundando os relevos e destacando os detalhes das formas entalhadas. O resultado é uma peça intensa, de forte expressão visual e espiritual.
Este cajado foi concebido como instrumento ritualístico, podendo acompanhar trabalhos espirituais, compor espaços de axé ou atuar como objeto de guarda e representação das forças de Exu ou Pombagira.
Por ser uma peça inteiramente esculpida à mão, cada detalhe carrega o tempo, o gesto e a intenção do trabalho artesanal.
Tipo de peça: Cajado ritualístico
Indicação espiritual: Exu ou Pombagira
Material: madeira de aroeira
Técnicas utilizadas: escultura manual e pirografia
Elementos esculpidos:
coruja no topo
serpente ao longo do corpo
pé de bode na base
Altura: 1,25 m
Peça: única
Uso: ritualístico ou decorativo espiritual